Index Votos is a graphic culture archive that investigates symbols outside the Western canon and the field of design itself, crossing sciences, religious practices, Indigenous cosmologies, and all the stars that cross the sky of popular culture. The design challenge was to create an identity anchored in knowledge organization systems, such as libraries, atlases, encyclopedias, and constellations; proposing a digital archive language to think about how technology operates as a memory device. In 2025, the project was recognized with a Bronze award at the LAD Awards, and in 2026 it expanded to include classes and a newsletter.
Index Votos es un archivo de cultura gráfica que investiga símbolos fuera del canon occidental y del propio campo del diseño, cruzando ciencias, prácticas religiosas, cosmologías indígenas y todas las estrellas que cruzan el cielo de la cultura popular. El desafío de diseño fue crear una identidad anclada en los sistemas de organización del conocimiento, como bibliotecas, atlas, enciclopedias y constelaciones; proponiendo un lenguaje de archivo digital para pensar cómo opera la tecnología como dispositivo de memoria. En 2025, el proyecto fue reconocido con el bronce en los LAD Awards, y en 2026 se expandió para incluir clases y un boletín informativo.
Index Votos é um acervo de cultura gráfica que investiga símbolos fora do cânone ocidental e do próprio campo do design, cruzando ciências, práticas religiosas, cosmologias indígenas, e todas as estrelas que cruzam o céu da cultura popular. O desafio de design foi criar uma identidade ancorada nos sistemas de organização do conhecimento, como bibliotecas, atlas, enciclopédias, constelações; propondo uma linguagem de arquivo digital para pensar como a tecnologia opera como dispositivos de memória. Em 2025 o projeto foi reconhecido com bronze no LAD Awards, e em 2026 ele expandiu para realização de aulas e uma newsletter.









Com o apoio da equipe da Recorte, a pesquisa se ampliou, incluiu mais referências, aprofundamentos sobre a questão e cultura palestina, além de contar a história de vários artistas, pesquisadores, intelectuais e ativistas envolvidos na história da revista.






Com o contexto da inteligência artificial, e a consequente transformação linguística por ela causada, o projeto se inseriu no debates através de um ângulo ainda não suficientemente incluído na discussão sobre o futuro do design: a ecologia.
Ecologia não como proteção da natureza, mas como uma nova forma de metodologia, de pensamento regenerativo, estruturas ecológicas e plurais, mais simbióticas e participativas no contexto das mudanças climáticas.





"Kudzu" faz uma analogia entre o modo de produção de imagens da inteligência artificial e o funcionamento de uma espécie invasiva, tomando como exemplo a história de uma espécie específica, a Pueraria Montana. Apesar da conotação negativa, o texto trata dos estigmas e estereótipo envolvendo plantas invasiva, e como eles afetam os limites do conhecimento comum sobre ecologia, e convivência entre diferentes grupos, espécies - ou ferramentas.


"Deserto Primordial" faz uma analogia entre o modo de produção de imagens da inteligência artificial e a produção de alimentos pela indústria agrícola e pecuarista, ambas prometem uma fartura produtiva, mas resultam na desertificação. O agro desertifica o solo; e a I.A. desertifica a capacidade cognitiva. A pesquisa, entretanto, é esperançosa e pensa um futuro possível inspirado na inteligência das plantas e povos indígenas do deserto.


“Frutas sem semente, internet sem futuro” traça um paralelo entre a fruta sem semente e a inteligência artificial, ambas são símbolos do futuro ao mesmo tempo que são barreiras pro futuro. A ausência de semente mata a possibilidade de reprodução e ausência de elaboração psíquica no uso de criações automatizadas da I.A. mata a capacidade cognitiva de criação.


“Fasciação, delírio vegetal” explora o simbolismo presente na mutação de fasciação que ocorre nas plantas fazendo com que cresçam de forma surrealista, se assemelhando a uma imagem que poderia ter sido criada por inteligência artificial, que costuma ter sua capacidade de inovação e criatividade representados por imagens absurdas que alimentam um fetiche por diferenciação de mercadorias.
